Não concordou: Fábio Gurgel dá outros conselhos para quem treina Jiu-Jitsu

A revista TATAME publicou na última segunda-feira (06), uma nota com cinco dicas para quem está começando a praticar o Jiu-Jitsu, com base em uma matéria do site BJJ Eastern Europe. O assunto bombou entre os seguidores do site, mas como toda polêmica, algumas pessoas não gostaram. Uma delas é Fabio Gurgel, um dos mais respeitados nomes da história da arte suave, que reclamou da nossa publicação nas redes sociais.

A reportagem da TATAME conversou com o líder da academia Alliance, para entender melhor os pontos de discordância. Ele afirmou que entende tudo o que está escrito, mas segundo ele, a realidade do Jiu-Jitsu no Brasil e na Europa são bem diferentes. Por isso, alguns pontos não se encaixam aqui. Seu modelo ideal de apredizagem da arte suave não segue aqueles conselhos.

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Líder da Alliance Jiu-Jitsu, Fabio Gurgel é sexto grau na faixa-preta (Foto Samira Bomfim)

“A dica mais importante para quem quer entrar no Jiu-Jitsu é procurar uma academia séria, que tenha estrutura para iniciar bem o aluno e tenha divisão de níveis. Eu sei que tudo aquilo que foi falado nas cinco dicas da nota existe, mas não pode ser colocado como uma regra. Tem que mostrar o outro lado da história, que é muito mais rico. A realidade são as academias que ensinam o Jiu-Jitsu desde o começo, respeitando a capacidade dos alunos. Aqui na minha academia, por exemplo, tem quatro niveis diferentes para os alunos, eles não se misturam nos treinos. É muito importante para o crescimento deles. Isso de sacrifício inicial, de tentar não desistir, não concordo. Na minha opinião, é só alegria para quem começa. Aqui, os alunos quando entram, não querem mais sair”, destacou o tetracampeão mundial de Jiu-Jitsu.

No embalo da oportunidade de apresentar um pouco o Jiu-Jitsu para os novatos, Fábio Gurgel também deu algumas dicas, como a quantidade de vezes que os praticantes normais devem treinar e como desenvolver um estilo de jogo.

“Quem não é profissional, está no Jiu-Jitsu apenas como atividade de lazer, deve treinar três vezes por semana. Essa é a média evolutiva. Nesse ritmo, ele consegue ter um bom progresso. Se puder mais, é melhor. Três treinos por semana é o mínimo para uma boa evolução”, comentou o professor da Academia Alliance, que tenta desenvolver nos alunos uma técnica eclética, sem vício em um estilo único.

“O aluno só cria seu estilo depois que aprendeu todos os fundamentos. Como já citei, ele tem que estar em uma academia que o permita começar bem na arte suave, para depois moldar o jogo dele. Esse é o ideal. Não adianta forçar um aluno desde o começo a ser guardeiro ou passador de guarda. Isso é uma distorção do aprendizado e lá na frente ele vai sofrer as consequências”, destacou.

Outro assunto importante que ele comentou é a evolução do esporte. A força e técnica, na visão dele, estão cada vez mais aliadas, não é bom concentrar sua evolução em um e esquecer o outro.

“O que está acontecendo é que as pessoas que são técnicas estão cada vez mais fortes, é a evolução natural do esporte. Hoje, o cara que é só forte ou só técnico não vai se destacar. Tem que unir os dois. Essa coisa de romantismo, de querer que os caras tenham só técnica acabou, o esporte mudou. Tem que unir os dois”, conclui Gurgel.

Fonte: REVISTA TATAME

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